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"Por pouco morria sem ser homenageado", disse Givago ao receber prémio


Por todo o contributo que já garantiu e ainda garante à música angolana, Adão Gonçalves, ou simplesmente “Givago”, consagrado nome do nosso Semba, foi homenageado no palco da Casa 70, em Luanda, numa noite que ficou marcada pela estreia do projecto musical “Duetos n’Avenida”, espectáculo que casou o talento de Patrícia Faria e Puto Português.

O “Homem do Rangel”, que com os temas “Ramiro” e “Avó Teté” toca corações e agita pistas em todo o país, e além-fronteiras, respondeu com satisfação e surpresa ao chamado de Puto Português ao grande palco, minutos depois de ter convidado a banda a parar, para dedicar um discurso de agradecimento a uma incontornável figura do estilo Semba. Ainda para colorir o momento, em parceria com os anfitriões da noite, o Givago espalhou magia e fez vibrar a plateia numa interpretação dos seus clássicos.

“Escapei de morrer sem ser homenageado, já estou mesmo na curva (risos). A música ‘Velha Xica’ diz ‘Já posso morrer. Já vi Angola independente’, portanto, agora eu digo: ‘Já posso morrer, já fui homenageado’. Agradeço à Zona Jovem Produções por essa iniciativa, estou muito feliz por essa homenagem”, declarou em jeito de gratidão o respeitado artista de 64 anos, após ter auferido um troféu de reconhecimento.

De relembrar que Givago, que nasceu na província de Luanda, teve a sua estreia no mundo da música em 1977, no Namibe, quando integrou o grupo musical “Bentiaba Show”. Anos depois, mais propriamente em 1983, abraçou o composto “Fenomenal”, enveredando posteriormente por uma carreira a solo. Porém, foi em 1989 que gravou “Ramiro”, aquele que viria a ser o seu maior sucesso no palco da música angolana.

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