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Bass: “Quero dar vida à vida das pessoas”


Já deves ter ouvido falar de Bass, cantor, compositor e escritor angolano, que começou a ganhar notoriedade quando ainda fazia parte da Bom Som, produtora de Anselmo Ralph. O primeiro single de sucesso de Bass foi “Sem Norte”, que no YouTube já tem mais de 800 mil visualizações.
O seu percurso na música começou muito cedo, quando ainda vivia na província da Huíla, Angola, e com o grupo Comunidade do Hip Hop, uma associação de artistas da qual Bass chegou a ser vice-presidente.
Estivemos com o artista, cujo nome de baptismo é Hélder Felipe Lupango, para perceber um pouco melhor quem é e como surgiu Bass, a nova promessa do rnb e soul lusófono.
Como é que começaste e qual foi o teu primeiro contacto com a música?
O meu primeiro contacto com a música foi no Lubango, província da Huíla, na comunidade de Hip Hop. O meu pai era político na Lunda Norte e por esse motivo eu acabei por conhecer um pouco do processo administrativo de uma associação ou departamento. Eu era então administrativo nesta associação, fazia actas, respaldos e arquivos, mediava as intervenções e objectivava a abordagem dos intervenientes.
Apreciá-los a fazer freestyle motivou-me, percebi que tinha skills para fazer o melhor beat box da comunidade e, assim, percebi que podia produzir as minhas próprias músicas e claro, dos outros artistas também. Pouco tempo depois, já perdia noites porque as ideias para temas musicais andavam às voltas na minha cabeça, então comecei a escrever versos para os artistas. Depois comecei a desenvolver coros para que os versos não fossem muitos ríspidos e depois comecei a interpretar os coros.
Porquê rnb/soul?
Cantar R&B/Soul foi consequência das músicas e dos artistas que sempre ouvi. Lauryn Hill, Sade Adu, Musiq Soulchild, Madonna, Gabriel Tchiema, Asa, Ayo, R Kelly, entre outros.
Qual é a origem do nome Bass?
O nome Bass vem do instrumento baixo. É uma espécie de homenagem ao instrumento que guia-me para fazer música, seja a produzir como a desenvolver um desenho para o canto. Tudo começa com um baixo para mim e por isso adoptei este nome artístico. E lê-se “baç” e não “beiz” como por vezes oiço.
O que determinou a tua saída da Bom Som?
Eu sai por iniciativa própria, por não me rever com os ideais e formas de gestão. Não fui expulso, eu saí. Saí porque considero que ninguém é tão grande que não possa aprender e porque ninguém é tão pequeno que não possa ensinar nada. Como qualquer um, concordo com muitas coisas, mas discordar de outras não faz de mim pouco humilde, faz de mim sonhador mas acordado. Tornei-me realmente mais conhecido quando entrei para a produtora, eles fizeram um bom trabalho que foi o de promover as minhas músicas e o nome Bass como artista, mas antes disso já eu chamava-me Bass. Não procurei por ninguém para entrar para a Bom Som, a Bom Som é que veio ter comigo e fê-lo por reconhecer potencialidades em mim. Foi muito importante trabalhar, conhecer experiências de quem já anda nisto há muito mais tempo do que eu, não deixo de agradecer pelas coisas boas que aprendi enquanto artista da Bom Som, até mesmo as coisas más foram importantes porque delas tirei lições para a vida. Daqui para frente, o trabalho continua.
Como tem sido o trabalho com a produtora MediaPlay?
É uma relação nova como sabem. Estamos a conhecermos-nos aos poucos e temos definidos objectivos e estratégias para trabalhar a nível de Portugal, essencialmente. Há muito profissionalismo e entrega nesta relação e espero que assim continue.
Como é que se deu a tua entrada nesta produtora?
Alguém falou-lhes de mim e depois disso começaram a fazer trabalho de campo, começaram a investigar sobre os meus trabalhos e depois reunimo-nos via Skype. Naturalmente fizeram-me propostas de trabalho que foram negociadas e cá estamos.
Estiveste recentemente em Portugal para alguns concertos. Como foi essa digressão?
Graças a Deus foi boa. Foi uma experiência diferente e de trabalho intenso, tive a oportunidade de mostrar o meu trabalho a partir de várias estações televisivas, radiofónicas e até revistas. Soube bem preocupar-me apenas com aquilo que sei fazer, música e ter um team coeso a dar suporte.
Como foi a recepção do público?
Boa, não tinha noção. Na primeira actuação dava sempre aquele nervosismo mas depois ficou tudo bem. O público português é sincero, quando gosta, gosta!
Há algum país em especial onde gostasses de ver o teu nome em ascensão. Porquê?
Não pretendo conquistar países mas corações. Quero mudar vidas com a minha música, fazer parte de momentos importantes na vida das pessoas, dar vida à vida das pessoas, incentivar a atracção de coisas boas, fazer com que as pessoas sintam-se tocadas pela minha música.



Jovem estudante, sonhador, CEO e fundador da Vicente News.



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Editado por: Vicente Brás Zau