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Angola saiu da "lista cinzenta" internacional e volta a poder comprar dólares



O órgão que zela pela prevenção no que respeita ao combate ao branqueamento de capitais e combate ao terrorismo tirou Angola da ‘lista cinzenta’, o que descomprime o acesso da banca à compra de dólares.

Angola saiu da ‘lista cinzenta’ do Grupo de Acção Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e Combate ao Terrorismo (GAFI), pelo que os bancos angolanos vêm novamente a sua vida facilitada no que respeita à compra de notas de dólares no exterior. A avaliação consta do relatório da GAFI, depois da visita de um grupo de trabalho desta instituição em finais de Janeiro último, para apreciação in loco da capacidade de Angola em cumprir com os pressupostos impostos para o combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, esclarece uma nota do Ministério das Finanças.


Durante os dois dias de avaliação, o GAFI manteve encontros com membros do Governo e do Grupo Nacional de Peritos para Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo, no sentido de aferir o compromisso político do país em levar adiante tal desiderato, bem como o nível de coordenação de acções, capacitação e implementação existente entre os vários intervenientes no processo de combate ao BC/FT.

De acordo com fonte da banca contactada por OPAÍS, o facto do sistema financeiro do país ter saído da chamada ‘zona cinzenta’ do GAFI comporta várias vantagens, a menor das quais não será a redução do risco para as instituições estrangeiras que trabalham com o sistema financeiro nacional. ‘Cria condições para ter acesso à nota física mas depende da decisão de cada banco lá fora, ou seja, se os bancos no exterior já estão dispostos a prestar serviços de exportação de dólares. É muito importante que estejam para voltarmos a ter acesso à nota física’, referiu a fonte. Refira-se que o serviço de compra de notas no estrangeiro é um ‘serviço de volume’, sendo pois necessário justificar o custo de transporte.

OPAÍS sabe que há entidades que estão a tentar prestar esse serviço com um custo muito alto. Mas, em todo o caso, a avaliação do GAFI dissipa muitas nuvens. ‘A restrição do acesso à compra de dólares acabou por ter um impacto psicológico muito grande pois os bancos o que fizeram foi restringir o acesso à nota física. Não sabiam quais eram alternativas e quando poderiam importar outra vez. As restrições aos levantamentos tem muito a ver com isso’.

Há ainda a questão da credibilidade, sublinhada nesta página pelo presidente da Associação Angolana de Bancos (ABANC), Amílcar Silva. ‘Os bancos angolanos passam a ter condições para fazer mais negócios, tanto no que respeita ao acesso à banca correspondente, o que era um aspecto crítico, como ao ‘cash-service’. Não sei se terá um efeito imediato, vamos ver agora as reacções. Recorde-se que a compra de dólares deixou de carecer de autorização prévia do BNA desde 2015 e informam depois o BNA.

Os bancos angolanos mantém uma conta nos bancos correspondentes e, quando precisam de notas de dólares, solicitam aos bancos correspondentes, que debitam aquela conta no montante em notas pretendido. Estes últimos põem uma conta em trânsito durante um determinado período. Com a crise actual, os saldos nos bancos correspondentes reduziram-se.




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Postador por: Vicente Brás Zau



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Editado por: Vicente Brás Zau